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Tentando engravidar? O exame que quase ninguém pede e que pode mudar tudo


Você fez todos os exames. Hormônios normais. Útero normal. Trompas pérvias. Espermograma do parceiro ok. E mesmo assim, nada.


A sensação de que "está tudo certo mas não funciona" é uma das mais frustrantes para quem está tentando engravidar. E a resposta pode estar em um exame que quase nenhum protocolo de infertilidade inclui: o mapeamento do microbioma vaginal.



O que o microbioma vaginal tem a ver com fertilidade


O canal vaginal não é estéril. Ele é habitado por trilhões de microorganismos que formam o chamado microbioma vaginal. Quando esse ecossistema está em equilíbrio, com predomínio de lactobacilos protetores (especialmente o Lactobacillus crispatus), o pH se mantém ácido e a região está protegida contra infecções.


Estudos publicados em periódicos como o American Journal of Obstetrics and Gynecology e o Fertility and Sterility têm demonstrado associação entre disbiose vaginal (desequilíbrio do microbioma) e desfechos reprodutivos negativos, incluindo falha de implantação, abortamento de repetição e menor taxa de sucesso em fertilização in vitro (FIV).


A lógica biológica: se o endométrio e o canal cervical estão colonizados por bactérias pró-inflamatórias em vez de lactobacilos protetores, o ambiente se torna hostil para a implantação do embrião. É como tentar plantar uma semente em solo ácido demais. O problema não é a semente.

O que geralmente não é investigado


Na rotina de investigação de infertilidade, os exames padrão incluem dosagens hormonais, ultrassom, histerossalpingografia e espermograma. Esses exames são essenciais — mas eles avaliam a estrutura e a função. Não avaliam o ecossistema microbiológico.


A análise do microbioma vaginal por PCR identifica:


— Se seus lactobacilos protetores estão presentes e em quantidade adequada

— Se há bactérias associadas a vaginose (Gardnerella, Atopobium, Mobiluncus, entre outras)

— Se há infecções silenciosas por Mycoplasma, Ureaplasma ou outras IST que podem afetar a fertilidade sem causar sintomas evidentes


Essas informações permitem ao seu médico tratar o desequilíbrio antes da tentativa de concepção, seja natural ou assistida.


Quando considerar esse exame


Se você está em alguma dessas situações, o mapeamento do microbioma vaginal pode ser um passo relevante:


— Tentando engravidar há mais de 6 meses sem sucesso

— Protocolo de FIV com falha de implantação

— Abortos de repetição sem causa identificada

— Corrimento recorrente, mesmo leve

— Histórico de vaginose bacteriana ou candidíase de repetição mesmo assintomática hoje



O que a See Me faz


O Teste Vaginal See Me analisa mais de 30 microorganismos por DNA-PCR, incluindo lactobacilos, bactérias associadas a disbiose, espécies de Candida, IST e HPV de alto risco. Tudo em uma única coleta feita em casa.


O resultado vem com orientação de tratamento personalizada, que você pode levar ao seu médico de fertilidade para integrar ao protocolo reprodutivo.


Se todos os exames deram normal e ainda não funcionou — talvez o exame que falta seja este.



Nota editorial: Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional e não substitui avaliação médica. Estudos sobre microbioma e fertilidade são uma área ativa de pesquisa. A indicação clínica do mapeamento deve ser avaliada junto ao seu médico.



Referências Bibliográficas:

- Moreno I, et al. "Evidence that the endometrial microbiota has an effect on implantation success or failure." American Journal of Obstetrics and Gynecolog*, 2016.

- Haahr T, et al. "Abnormal vaginal microbiota may be associated with poor reproductive outcomes: a prospective study in IVF patients." Human Reproduction, 2016.

 
 
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